quarta-feira, 24 de junho de 2009

Falta de profissionalismo no turismo

Quando queremos viajar à locais que não conhecemos, que não temos referências de amigos e que decidimos por não consultar uma agência de turismo é comum que entremos em contato via e-mail ou telefone com um posto de informações turísticas ou casa do turista, do local que desejamos conhecer.
Eu penso que o município que almeja se promover como turístico deve ter profissionais capacitados e competentes para atender ao possível turista. Penso ainda que este momento do primeiro contato, da procura, do futuro visitante é um momento de decisão e se houver qualquer vacilo por parte dos profissionais que estão em contato pode-se perder o turista.
Pois bem, um tempo atrás eu liguei para a Secretaria Municipal do Turismo de uma pequena cidade perto de Florianópolis solicitando informações sobre casa para alugar e opções que a cidade poderia oferecer, eis que, a pessoa que atendeu o telefone, no primeiro momento foi bem informal, mas tudo bem, achei que fosse o jeito simpático da figura se expressar. De repente ele começa a dizer:
Ele: − Tchau Bel, Tchau Bel.
Eu supus que ele estava se despedindo de alguém, aguardei um minutinho e continuei a falar e ele novamente repetiu:
Ele: − Tchau Bel.
Desta vez eu perguntei:
Eu− − Tu estás falando comigo? Meu nome é Michelle.
Ele – Claro Bel, não adianta, eu sei que és tu!
Eu – Quem eu? Claro que não, eu sou uma possível turista, quero visitar seu município, consegui este telefone no site de vcs na internet.
Ele – Ahã, Tá Bel!
Eu – Como é seu nome?
Ele – João, como se tu não soubesse né Bel!
Eu – Olha João, meu nome não é Bel, é Michelle como já te falei e gostaria de ser atendida adequadamente, estou ligando de outro DDD, pagando esta ligação e recebendo este tipo de consideração. Ou tu me atendes direito ou vou ligar pra teu superior e reclamar do serviço oferecido.
Ele – Para de besteira Bel, chega de trote eu sei que és tu. Se não és tu me do o número de telefone que estás que eu ligo pra confirmar.
Eu – Não acredito que pra ser atendida eu terei que te dar meu telefone? Isso é um desaforo! Mas como preciso das informações vou te passar.
Passei então o número pra ele. Desliguei em seguida. Uns 3 minutos depois toca o telefone na minha casa, atendo e é ele.
Eu – Pronto João, satisfeito agora? Finalmente poderei ser atendida como uma turista merece ser atendida?
Ele – Ai, tens certeza que não és tu Bel? A voz é muito igual e tu sempre faz trote comigo.
Eu – Pelo amor de Deus criatura, não é essa tal de Bel, é a Michelle e o que esta Bel estaria fazendo em outro DDD?
Ele – Viajando, sei lá. Ta desculpa então, é que a tua voz é muito igual a dela e eu ainda acho que és tu Bel.
Eu – Vais me atender ou não?
Ele – Olha desculpa mesmo ta, queres informação sobre o que? Casas?
A conversa fluiu melhor então, ele me passou todas as informações, telefones de pousadas indicações de pontos turísticos. Por fim então ele comentou:
Ele – Olha desculpa novamente, mas a voz é muito igual, se vieres pra nossa cidade passa por aqui. Se tu fosses fazer alguma reclamação seria direto para o prefeito, pois eu sou o secretário de turismo!
Eu – Tá desculpado, mas isto não se faz, não é assim que se atende turista, mesmo achando que era trote, deverias ter atendido corretamente e depois verificado, não fazer com que um possível turista, como eu, passe por uma situação destas!
Ele – Desculpe-me novamente, tchau e desculpe-me.
Eu então me despedi e desliguei o telefone. Mas a falta de profissionalismo não acaba por aí! Após uns 5 minutos toca o telefone na minha casa e quando eu atendo, adivinhem que é? A tal da Bel!!!!
Bel – Oi, tudo bem? Aqui é a Bel, a tal moça que o Secretário de Turismo, confundiu a voz com a tua. Eu estou ligando pra você ver que eu existo mesmo! E para pedir desculpas também.
Eu – Sim, tudo bem, mas não precisava ter ligado, eu nunca duvidei que você existisse! Então ta estão desculpados.
Bel – Mas, não é que nossa voz é parecida mesmo?
Eu – Eu não acho nada parecida, mas tudo bem, tchau.
Bel – Ele disse que tinha certeza que era eu, pois eu freqüentemente imito o sotaque de alemã.
Eu – Ahhh, então ele acha que eu tenho sotaque de alemã! Tudo bem, sou mesmo descendente de alemães. Mas então tá, tchau e tudo de bom!
Bel – Olha, desculpa mesmo ta, eu realmente passo vários trotes nele, desculpa viu.
Eu – Sim, tchau.
E então, nossa conversa terminou e eu passada, pasmada e sem acreditar no que havia acontecido fiquei refletindo sobre o atendimento ao turista, à falta de profissionalismo que envolve as pessoas e o setor turístico.
Minha sugestão é uma reflexão sobre como está a formação desse pessoal que está envolvido com o turismo e o turista. Existem bons cursos para qualificação nesta área.
Obs: os nomes aqui utilizados são fictícios.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Camarão Sete-Barbas


Segundo a enciclopédia Barsa o Camarão Sete-Barbas é um crustáceo decápode macruro, pertencente às famílias dos Peneídeos. Esta espécie de camarão é também conhecida como camarão de areia ou camarão-ferro. Geralmente nadam para frente com o auxílio dos pés abdominais, mas quando amedrontados movem-se rapidamente para trás.
Conforme relatam, Branco, Lunardon-Branco, Souto e Guerra em seu artigo sobre o Xiphopenaeus kroyeri (camarão sete-barbas), este apresenta uma ampla distribuição geográfica no Atlântico Ocidental, ocorrendo da Carolina do Norte (USA) ao Estado de Santa Catarina (BR). Habita águas costeiras rasas com fundo de areia e lama até 30m de profundidade.

O camarão Sete-Barbas, como mencionado acima, é muito encontrado em Santa Catarina e uma das regiões onde este camarão apresenta-se em grande quantidade e de bom tamanho é no município de Porto Belo. Sua pesca começa em junho e estende-se até março do ano seguinte.
Este camarão é retirado da água com rede de arrasto, por meio de pesca artesanal, sendo assim, nenhum aditivo químico é adicionado ao crustáceo, permitindo que seu sabor seja legítimo. O camarão é de cor acinzentada e após submetido à cocção adquire uma irresistível cor rósea.
Os barcos especializados neste tipo de pesca saem ao mar por volta das 2h da madrugada e retornam ao píer da praça central de Porto Belo entre 16h:00 e 17h:30. Ali Já esperam por eles várias peixarias que compram quase toda a produção. O restante é levado às esposas dos donos dos barcos que fazem a limpeza e congelamento da matéria-prima para venda futura, mas deste assunto falarei numa próxima postagem.
Raramente encontramos donos de restaurantes, cozinheiros, turistas ou nativos comprando o camarão para consumo. Este fato fez brotar em mim uma enorme inquietação, seguida de questionamentos. Divido aqui, queridos leitores, minhas angustias com vocês:
- Por que os donos de restaurante, cozinheiros, chefs, turistas e nativos não estão ali ávidos pela chegada do camarão fresco e puro?
Quem conhece o sabor de um camarão fresco, recém pescado, sem química não esquece, então: - Por que todos que gostam de camarão não conhecem este sabor tão particular vindo do oceano?
- Onde é que a valorização dos ingredientes em sua forma mais fresca se perdeu?
- O que podemos fazer para tentar revitalizar o compromisso dos restaurantes e peixarias com a oferta da matéria prima a mais fresca possível?
Para ocorrer este processo de valorização de ingredientes frescos é fundamental que todos conheçam o sabor original dos alimentos, só assim poderão diferenciar o de boa qualidade e o de má qualidade.
Outro ponto à ser valorizado e revitalizado é o potencial turístico que representa esta pesca e este camarão. Acredito que uma festa do camarão Sete-Barbas atrairia muitas pessoas para a região, levando em consideração a grande aceitação deste crustáceo e o precinho camarada que seria possível em função da safra. Desta forma estaria sendo promovido também o desenvolvimento econômico e cultural local.
Lanço aqui um desafio! Vamos todos experimentar uma porção de camarão recém pescado e recém preparado? Eu já estou aqui na degustação, e vocês?

Referências:
Branco, J.O.;Lunardon-Branco, M.J.;Souto, F.X.; Guerra, C.R. Estrutura Populacional do Camarão Sete-Barbas, Xiphopenaeus kroyeri, na Foz do Rio Itajaí-Açu, Itajaí-SC. Faculdade de Ciências do Mar - FACIMAR / UNIVALI. Cx. Postal 360, 88301-970, Itajaí, SC. 2 - UFSCar. P.P.G/E.R.N. Cx. P. 676, 13565-905 São Carlos - SP.
Sr. Tamide, popular Japonês (Peixaria do Japonês)


Galeria de Fotos:




Nomes estranhos de restaurantes

Este é um espaço reservado para quem quiser contribuir com o nome e a foto do letreiro do estabelecimento que tenha nome estranho, esdrúxulo ou que não tenha nada a ver com gastronomia.

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michellekormann@hotmail.com