Dentro das expectativas de diversão, que acredito estarem listadas em ordem de prioridade, conforme o gosto de cada pessoa, tenho certeza que encontraremos: a comida, que no meu caso vem em primeiríssimo lugar e ainda toma uma certa distância até chegar no segundo, a qualidade do colchão, do chuveiro, do silêncio, da piscina térmica, da quantidade de mosquitos, do atendimento, da qualidade dos atrativos ofertados nos bem produzidos sites, que como o papel, aceitam tudo, e assim por diante.
Nas próximas linhas vou me ater ao mais importante item da minha lista de anseios, a comida! É a comida que me seduz e me conquista, é a comida que provoca em mim uma cobiça de informações sobre ingredientes, preparos, receitas e que me induz a freqüentar os mais diversos recintos em busca de novos dados e sensações.
Não sou freqüentadora assídua deste tipo de oferta do ramo turístico, mas gosto muito de estar próxima da natureza, do silêncio que geralmente encontramos nestes espaços e dos Buffet dos restaurantes desses hotéis. Este hotel fazenda localiza-se no Vale do Itapocu, norte do estado de Santa Catarina. Gostaria de fazer uma reflexão com vocês. Por favor, pensem e respondam:
− O que vocês acreditam que vão encontrar como refeição em um hotel fazenda?
Espero que sua resposta seja parecida com a minha:
− Comida caseira, Comida regional, Comida do lugar! Certo? Saborosa, fresca, bem preparada e com aquele tempero especial característico da região em que se encontra.
Imagine então o tamanho da minha frustração. Pois não foi exatamente este tipo de comida que encontramos. Na verdade não foi nada disso, a comida era bastante industrializada e com sabor pasteurizado.
O bufê não contava com o auxílio dos outros atrativos do restaurante, o atendimento era trivial e comum, os móveis e louças não se destacavam nem faziam a diferença. Já o som chamou a atenção, mas não positivamente... Que tal fazer quatro refeições consecutivas ao som do mesmo repertório de meia dúzia de músicas da mesma cantora? Saímos afinados na letra das músicas e também com os ouvidos entediados...
Voltemos à comida, que tal ter como oferta o macarrão tipo penne em quatro refeições sucessivas? Saímos com pena de nós mesmos! O hotel oferecia café da manhã, almoço e jantar, e mesmo que o cidadão faça todas as atividades propostas pela recreação ou pelo site, não vai sentir demasiada fome que venha à desejar, no verão, comida pesada e levemente gordurosa nas 3 refeições diárias.
Não tínhamos escolha, além das refeições já estarem inclusas no valor das diárias o restaurante mais próximo ficava a uns 20 km dali e o caminho era estrada de chão. O grande lance era a expectativa do bufê seguinte, eu ficava torcendo pra que trocasse de cozinheira ou cozinheiro, para que alguém muito importante chegasse ao hotel e então eles resolvessem caprichar bastante nas preparações. Para mudar de gerente e então aquele mal humorado senhor pudesse ir pra casa descansar e ser substituído por um fabuloso chefe de A&B íntimo da boa mesa.
Mas nada disso aconteceu, os dias se passaram e a comida não mudou! Que indulgência! Com uma grande sensação de misericórdia por todos os hóspedes daquele fim de semana, fiquei tentada em me enfurnar na cozinha e auxiliar as preparações, mas fiquei com receio de ser rejeitada e depois julgada, então me deixei envolver pelo meio ambiente natural e rural que o local oferecia com grande apreço.
Quando chegou a hora de ir embora passamos um bom tempo na recepção fazendo check-out e ali pude proporcionar um belo jantar aos maruís que ali picavam. Penso que eles são os mais felizes em relação a refeições!


Michelle, adorei o teu texto. Engraçado e inteligente. Parabéns. Vou visitar teu blog mais vezes. Beijo. Suzete.
ResponderExcluirAh...só para registrar: em Porto Alegre tem um restaurante ótimo chamado "Tudo Pelo Social". Quando for lá, tiro uma foto e te mando para colocares na coluna "Nomes estranhos de restaurantes". A comida é boa, barata e farta. Bem legal.Suzete.
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